Vizinho diz que ouviu barulho de escavação antes de professora ser encontrada morta no quintal de casa
Bombeiros encontram corpo de mulher enterrado no quintal de casa Um vizinho da professora Elisângela Barbosa de Almeida, a mulher que foi enterrada no quintal ...
Bombeiros encontram corpo de mulher enterrado no quintal de casa Um vizinho da professora Elisângela Barbosa de Almeida, a mulher que foi enterrada no quintal de casa em Pariquera-Açú (SP), relatou à Polícia Civil que ouviu o marido da vítima cavando o local dias antes de o corpo dela ser encontrado. No depoimento, o homem disse à corporação que, apesar do barulho, não suspeitou que um crime estava ocorrendo. O caso aconteceu na residência do casal, no bairro Vila São João, em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo. Elisângela foi considerada desaparecida por cinco dias após a irmã dela acionar a Polícia Civil. O marido da vítima, Jacemir Bueno de Almeida, foi preso e confessou o crime. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho, que não teve a identidade divulgada, prestou depoimento após a prisão de Jacemir. No relato, o homem disse ter ouvido um barulho de enxada por volta das 3h de terça-feira (21). O som, segundo ele, era similar a alguém escavando o solo. Jacemir Bueno de Almeida foi preso por matar e enterrar Elisângela Barbosa de Almeida no quintal de casa Reprodução e Polícia Civil Ele contou que acordou cedo e estava se arrumando para ir trabalhar quando ouviu o barulho. O homem destacou que estranhou o som por conta do horário, mas não pensou que se tratava de algo grave, ainda mais porque não escutou nenhuma discussão na casa de Elisângela e Jacemir. Ainda segundo ele, Jacemir agiu normalmente durante os próximos dias. Por conta disso, o vizinho não denunciou a situação à polícia. Fingiu ser a vítima O g1 apurou que, após agredir e matar Elisângela durante uma discussão, o companheiro permaneceu com o celular dela e enviou mensagens a amigos e familiares se passando pela vítima. O suspeito, inclusive, criou um perfil de casal com um suposto amante. Os destinatários das mensagens, no entanto, desconfiaram da escrita e do conteúdo enviado destacando que aquela não era a forma que Elisângela escrevia. Na quinta-feira (23), a irmã foi comunicada sobre a situação e fez o registro do desaparecimento. Em uma das conversas, uma mensagem atribuída à Elisângela diz que ela estaria "vivendo a vida" com um suposto amante em Paranaguá (PR). A Polícia Civil, porém, acredita que a mulher tenha sido morta na madrugada de terça-feira (21). Leia também: TECNOLOGIA: Estudantes ganham US$ 15 mil com app que usa IA para ajudar a encontrar abrigos em enchentes CONFUSÃO: Final do Paulistão A3 termina com confusão generalizada; VÍDEO CULINÁRIA: Churrasco sem carvão? Netão dá dicas infalíveis para acertar e não perder sabor da carne Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela vítima enviando mensagens por WhatsApp Reprodução Confira mensagens entre a ‘vítima’ (🙍🏻♀️) e uma amiga (👤): 🙍🏻♀️ Oi, [nome da amiga], não estou em Pariquera (SP). Jacemir e eu separamos. Ele me 'tocou' de casa (sic). Estou em Paranaguá (PR). 🙍🏻♀️ Agora que peguei o celular. 👤 Oi, Li. Sério, e o [nome do filho do casal] meu amor? 🙍🏻♀️ Está com ele [Jacemir] 🙍🏻♀️ Só peguei umas roupas, sapatos e saí. 👤 Meu Deus, Li. Mas o que houve, meu anjo? 🙍🏻♀️ Eu estava me relacionando com outra pessoa há algum tempo. Com a troca de telefone, restaurou as mensagens e ele viu. Perfil falso Jacemir Barbosa Bueno de Almeida se passou pela esposa em redes sociais e criou perfil com suposto amante Reprodução Jacemir também teria criado um perfil falso de casal, entre Elisângela e o suposto amante. Na biografia da página, ele escreveu: "Namorando, espero que este novo amor me liberte", além de publicar uma foto com a legenda “recomeçar”. Uma familiar da vítima entrou em contato por meio da rede, mas recebeu a resposta de que seria bloqueada. Ela também solicitou que Elisângela mandasse um áudio, para comprovar a identidade dela, mas não teve resposta. Procurada pelo g1, a defesa de Jacemir ainda não se manifestou. Depoimento inconsistente Jacemir Barbosa Bueno de Almeida foi preso acusado de matar Elisângela Barbosa de Almeida e enterrá-la no quintal da residência onde moravam em Pariquera-Açu Redes sociais No dia em que foi comunicado o desaparecimento de Elisângela, Jacemir foi ouvido na Delegacia de Pariquera-Açu. Ele disse que, na quarta-feira (22), a companheira havia saído de casa possivelmente com um amante e levou os seus pertences. Durante o depoimento, porém, o suspeito mencionou que um cano havia estourado na residência. O fato chamou a atenção dos policiais, tendo em vista que o cano estourado não tinha relação com o desaparecimento. Os agentes foram ao imóvel e, após acionarem o Corpo de Bombeiros, encontraram o corpo da mulher enterrado. Polícia Homem mata e enterra esposa no quintal de casa no interior de SP Ainda segundo o registro, o delegado Eduardo Pinheiro Alves Ferreira pediu a prisão preventiva do suspeito por feminicídio majorado e violência doméstica. Durante audiência de custódia, no sábado (25), o pedido foi aceito pela Justiça. 🔎 De acordo com o BO, o feminicídio foi considerado ‘majorado’ porque o filho do casal estava na residência no momento do crime. A corporação destacou que ele estava na parte de baixo da residência, que é um sobrado. Informalmente, Jacemir confessou o crime aos policiais e disse que agrediu a mulher com um tapa no rosto durante uma discussão. Segundo o relato, ela caiu ao chão desacordada e começou a convulsionar. O homem acrescentou que ficou desesperado com a situação e decidiu enterrá-la. No local, os policiais encontraram o celular da vítima e apreenderam um computador de mesa, um notebook e dois celulares que pertencem ao suspeito. O caso foi registrado como ocultação de cadáver, violência doméstica e feminicídio na Delegacia de Pariquera-Açu, que segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime. Despedida Elisângela Bueno Barbosa de Almeida foi morta e enterrada em casa pelo marido Redes sociais Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Pariquera-Açu lamentou a morte de Elisângela, que era funcionária pública municipal. Segundo o município, a mulher "muito se dedicou à Creche Maraci Hernandes do Amaral”. A Diretoria de Ensino de Registro, da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), também publicou um comunicado informando que recebeu “com profundo pesar” a notícia da morte da professora, que atuava na EE Prof. Estephano Orlando Paulovski. “A Chefe de Departamento – Dirigente Regional de Ensino, Professora Claudia Ferreira Pitsch, e toda a Equipe URE-REG, se solidarizam com familiares, amigos e equipe escolar neste momento de dor”, afirmou. A nota publicada nas redes sociais destacou que “a lembrança de sua dedicação e compromisso com a educação permanecerá viva na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”. Elisângela foi velada e enterrada no domingo (26), no Cemitério Municipal. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos