Jovem que sumiu e pode ter sido morta por ser do CV foi sequestrada após churrasco com casal preso pelo crime, diz polícia
Operação da Polícia Civil prende quarto pessoas por desaparecimento de jovem em Guarujá Maria Eduarda Cordeiro da Silva, a jovem de 20 anos que foi morta ap...
Operação da Polícia Civil prende quarto pessoas por desaparecimento de jovem em Guarujá Maria Eduarda Cordeiro da Silva, a jovem de 20 anos que foi morta após desaparecer em Guarujá, no litoral de São Paulo, teria sido levada ao ‘tribunal do crime’ depois de ser sequestrada em um churrasco. Segundo apurado pelo g1, a vítima estava no evento junto com um casal que foi preso suspeito de envolvimento no caso. O corpo dela ainda não foi encontrado. Maria Eduarda desapareceu no dia 2 de janeiro, mas a Polícia Civil só confirmou a morte dela na quinta-feira (19), quando prendeu três homens e uma mulher pela participação no crime. Eles não tiveram os nomes divulgados e as investigações seguem para localizar o corpo e identificar outros envolvidos. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A polícia acredita que a jovem tenha sido executada em um 'tribunal do crime' do Primeiro Comando da Capital (PCC) por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e responsável pelas investigações, informou ao g1 que o casal de amigos da vítima estava com ela em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho nas redes sociais Reprodução Segundo o delegado, eles não participaram efetivamente do sequestro, mas o que chamou atenção da polícia foi a ação do casal no dia seguinte ao desaparecimento, quando eles foram na casa da jovem, pegaram os pertences dela e guardaram na residência deles. "Eles tinham prestado informações contraditórias, foram presos e prestaram alguns esclarecimentos”, explicou Bonametti. Demais presos Além do casal, outros dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no crime. Confira a atuação de cada um, segundo o delegado: ➡️Um integrante da facção criminosa que estaria envolvido diretamente na execução de Maria Eduarda. ➡️Um homem que utilizou o telefone de Maria Eduarda após o sequestro e foi ao Estado do Paraná no dia seguinte. De acordo com Bonametti, a Polícia Civil trabalha para identificar os outros suspeitos de envolvimento no crime e não irá parar até encontrar o corpo da jovem. Três homens e uma mulher foram presos por envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, em Guarujá, SP Polícia Civil/Divulgação Motivação O delegado Thiago Nemi Bonametti explicou que os relatos de testemunhas, a análise de telefonia e as publicações da jovem nas redes sociais confirmaram que a vítima foi 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). O g1 teve acesso aos conteúdos publicados por Maria Eduarda há aproximadamente um ano. A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV. "Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado. Na época do desaparecimento, a mãe de Maria Eduarda, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, aproximadamente três meses antes de sumir. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução Desaparecimento O último contato da mãe com a filha aconteceu por volta das 16h40 do dia 2 de janeiro, quando Maria Eduarda enviou algumas fotos da virada do ano. Na manhã seguinte, a mulher recebeu mensagens de um número desconhecido. A pessoa se apresentou como irmã do namorado da jovem. Ainda segundo Claudieli, a mulher disse que o casal foi sequestrado e estaria sendo mantido em cárcere privado em um morro de Guarujá após ser acusado de pertencer à facção criminosa. A balconista afirmou que as mensagens não tinham pedidos de dinheiro ou qualquer tipo de ameaça. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, está desaparecida há quase uma semana em Guarujá, SP Arquivo Pessoal A mãe explicou que só sabe o primeiro nome do namorado da filha e nunca chegou a vê-lo pessoalmente. Apesar disso, ele entrou em contato com ela, no dia 5 de janeiro. O jovem contou que havia sido liberado pelos criminosos e confirmou a versão dada pela irmã dele. O g1 não localizou o namorado de Maria Eduarda e nem a irmã dele até a publicação desta reportagem. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos